segunda-feira, 27 de junho de 2011

MI BUENOS AIRES...






Para inaugurar o blog, nada melhor do que uma passadinha pelas terras portenhas. Minha última viagem começou numa sexta-feira (20/05/2011), com retorno (previsto) para segunda à tarde. O pacote (hotel + passagem aérea) foi comprado no site "decolar.com". Preço incrível: 700 dólares/casal. Por falar em valores, cada real vale 2,50 pesos argentinos.
Não apenas pelo atraso no voo, com chegada em Buenos Aires depois da meia-noite, mas também por um dia cansativo de trabalho, fomos dormir assim que chegamos ao hotel (Amerian Park Hotel ****). Cabe lembrar que o ideal é pegar um táxi credenciado no aeroporto, que sai um pouco mais caro, mas é mais seguro.
Aliás, o hotel é muito bom, apesar de ter lido resenhas afirmando que não merecia as quatro estrelas, principalmente em razão do café da manhã e das toalhas. Discordo! No dia seguinte, o café foi uma grata surpresa, e as toalhas eram de ótima qualidade. O único ponto negativo era o cheiro nos corredores, considerando que nos colocaram num andar para fumantes.
Dia ensolarado, fomos aos lugares tradicionais: Plaza de Mayo, onde se encontra a Catedral e a Casa Rosada (que estava em reforma), seguimos pela Av. de Mayo, com aquela parada estratégica no Café Tortoni.
Pegamos um táxi dali e fomos para o Bairro La Boca, com visita ao tradicional Caminito, e uma parada para descanso. Como já era quase 13h, decidimos parar um pouco para aproveitar ali o dia que estava sensacional. Almoçamos na Calle Magallanes, num restaurante bem simples (Restaurant Cafe De Caminito), mas honesto: comida boa, preço baixo. E, ainda, de lambuja, alguns dançarinos se apresentavam ao som de um casal violeiro. Programa muito bom!
Saímos dali e fomos para a Recoleta. Cemitério, onde está o túmulo de Evita Perón (família Duarte), e uma passada pela feirinha que acontece nos finais de semana próximo ao Buenos Aires Design.
À noite, fomos jantar no Restaurante La Parolaccia, junto ao Puerto Madero. Fantástico! Mas atenção: existem 4 restaurantes com o mesmo nome. Nós fomos no Del Mare, cuja especialidade é óbvia: frutos do mar. Existem mais uns três ao longo do porto (Trattoria, La Bistecca e La Parolaccia, simplesmente). No jantar, pedimos dois pratos: espaguete com frutos do mar e uma lagosta incrível, coberta com caviar vermelho, acompanhada de ostras e uma espécie de pasta de espinafre. Antes, porém, pães e boquerone ao azeite (uma espécie de peixe, semelhante à anchova, mas um pouco melhor). De sobremesa, coppa la parolaccia (tulipa de côco, sorvete de creme, merengue, amareto, musse de chocolate e amêndoas).
2º dia: O passeio começou pelo Bairro de San Telmo, na famosa Feira que leva o nome do bairro. O dia estava ótimo, até o início da tarde, quando a chuva resolveu aparecer. Depois de um passeio pela feira, antiguidades e outras tantas coisas pitorescas, decidimos descansar na cafeteria Havana. Pedimos dois cafés: um com a base de chocolate branco, e o outro um mix de doce de leite e café, e no topo uma crosta de chantilly com raspas de chocolate.
Como estava chovendo, a nossa visitação a outras partes da feira de San Telmo ficou prejudicada. Foi quando descobri o Mercado de San Telmo, também com muitas antiguidades, frutas, discos antigos, cartazes, brinquedos antigos, fumos, enfim, uma variedade de itens que vale a pena conhecer.
Essa feira tem saída para todos os lados, e numa delas fomos descobrir o Restaurante La Brigada. Imperdível!!! Todos os ambientes estão decorados com camisetas de times de futebol, faixas, fotografias, e, logo na entrada, um armário pequeno com miniaturas de troféus representativas dos campeões da Libertadores. A melhor pedida é o assado de tira, de preferência o especial, que demora um pouco pra ficar pronto, mas vale a pena a espera. Para acompanhar, o vinho argentino Malbec Saint Felice. Vale repetir, tudo é incrível, desde o ambiente, até a comida.
Pegamos um táxi e voltamos para o hotel. Aliás, a corrida de táxi, atualmente (MAIO/2011) parte de 5,80 pesos argentinos (bandeira 1). À noite, fomos a um show (Tango Madero), que apresenta um show bom, mas que impressiona quando as cortinas laterais são erguidas e os dançarinos dançam com a vista do Porto às costas. Vale por isso, nem tanto pelo show! De todos que já vi até agora, El Viejo Almacén ainda é o melhor, em termos de tradição portenha.
No 3º dia, só tínhamos a manhã livre. Saímos do hotel, e caminhamos por uns 30 minutos até o Pátio Bulrich, próximo ao Hotel Alvear. Dos shoppings, é o meu preferido, só que, como diz o ditado, "tudo que é bom, custa caro!" Voltamos pela Corrientes, em direção às Galerias Pacífico, mas como teríamos que estar no aeroporto às 14h, o passeio por esse shopping ficou para uma outra vez.
Chegamos no aeroporto cedo, e nos avisaram que o voo iria atrasar bastante! Diante disso, despachamos as malas, voltamos para a Recoleta, e aproveitamos para passear mais um pouco: faculdade de Direito, bem ao lado da flor gigante, que fica na Praça das Nações Unidas, Buenos Aires Design, onde paramos para uma espécie de almoço, e jantar no Hard Rock Cafe, enfim, ficamos por lá umas 02 horas. De volta ao aeroporto, mais confusão e atrasos, e já dentro do avião, voo cancelado. Conseguimos voltar só no dia seguinte. Aerolineas Argentinas, nunca mais!
Hasta luego!!!





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