quarta-feira, 7 de setembro de 2011

EUROPA (Parte 2)





PRAGA




4º dia: Alugamos um Volvo para irmos à República Tcheca e à Áustria. Pegamos a estrada às 8h, em direção a Praga, República Tcheca. É preciso fazer câmbio, considerando que em Praga vários lugares não utilizam o Euro, e sim a “corona tcheca”. De qualquer forma, tivemos sorte e não passamos por nenhum pedágio, de sorte que só fizemos a troca de moeda quando estávamos em Praga. O GPS nos levou direito ao Hotel Ibis Praha Old Town, localizado na rua Na Porici, 5, Praga 1, ao lado do Shopping Palladium. É esse da foto acima. Pois bem, Praga é dividida em 24 (bairros). A 1 é a Old Town. Ponto alto foi a localização do hotel. Tivemos muita sorte, pois além de limpo, é muito central.



Ficamos aguardando a guia que havíamos contatado do Brasil, Tat’ána Sochorová, também conhecida como Tânia (http://www.guia-em-praga.com.br/). Um outro grupo de brasileiros também se juntou a nós, totalizando 17 pessoas, e o preço que era de 20 euros por pessoa, baixou para 10. Saímos do hotel em direção à praça onde se localiza a Prefeitura Municipal, Hotel Paríz, uns 100 metros do hotel, onde Sarah Bernhardt viveu alguns anos. Dali partimos em direção a vários lugares. Alguns que me chamaram a atenção. Bairro Judeu: a guia nos informou que dos 100 mil judeus, hoje, depois da II Guerra Mundial, restaram apenas 1.500. Interessante o contraste, considerando que ao lado de uma enorme sinagoga está localizada uma igreja católica. Durante os 70 anos de comunismo, a religião foi abolida da Tchecoslováquia, sendo ensinado nas escolas que Lênin é que era Deus, portanto, as igrejas ficaram fechadas por quase um século. Somente há menos de duas décadas os residentes que nasceram durante o comunismo tomaram ciência da realidade, e até hoje têm certa dificuldade em compreender a existência de Deus.



Fomos para a praça Central, rodeada de bares e restaurantes, e onde se encontra uma Igreja (com duas torres) que melhor representam o estilo gótico de Praga, cuja construção teve início em 1461. Também se pode ver o prédio da antiga Prefeitura Municipal, e na parede sul o relógio astronômico medieval chamado Orloj.


Continuamos o percurso em direção à ponte Carlos IV, com uma estátua em homenagem ao seu fundador. A ponte possui diversas estátuas, inclusive a de João de Napomuceno, que era confidente da Rainha, e que morreu de forma trágica em razão de ter se mantido silente diante da traição da rainha. Abaixo de uma destas estátuas há uma referência em bronze do cão de guarda da 1ª rainha, que a teria matado, e um outro, no qual as pessoas passam a mão com a intenção de conseguir boa sorte, além de representar uma benção para retornar a Praga novamente. Reza a lenda que não se deve passar a mão sobre o cão, alguma coisa relacionada à sua natureza maligna, o que as pessoas ignoram. Eu decidi, por via das dúvidas, não passar!



Pelas ruas de Praga Old Town pode-se ver em várias residências a existência de algum animal no alto, que na Idade Média identificava a casa, já que não se utilizavam números. Assim, as pessoas identificavam que Fulano, da casa do Cavalo Azul, Leão Dourado... Algumas dessas figuras ainda estão preservadas.



Seguimos em direção à Igreja do Menino Jesus de Praga, onde foi realizada a missa pelo Papa Bento XVI, que a preferiu em detrimento da Catedral. Continuamos subindo rumo ao Palácio do Rei Carlos, onde hoje funcionam os gabinetes do Presidente de Praga. No centro do castelo, encontra-se a Catedral, que demorou 600 anos para ser construída. Ali encerrou a visitação guiada com o grupo, e seguimos em direção à praça do antigo relógio, onde decidimos almoçar/jantar no restaurante italiano Taverna. Muito bom, a um preço bom (100 euros para 05 pessoas).



À noite, fomos ao Teatro Negro (uma peça baseada em mímicas, danças, e cores, que surgiu durante o comunismo, e a referência ao negro é porque o fundo do cenário é completamente escuro, e representava a repressão). Fomos em um dos teatros mais tradicionais da cidade, o Image Theatre Black Light, na Parizská, 4, Praha 1, Czech Republic (www.imagetheatre.cz). Muito legal, bem melhor do que eu esperava!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

EUROPA (Parte 1)




MUNIQUE


1º dia: Saída de Porto Alegre e conexão em Brasília. Uma breve referência: chegamos em Brasília e aluguei um locker, no aeroporto, para deixar a bagagem. R$ 9,00 por 24 horas. Demos uma volta de táxi por Brasília nos principais pontos, pois ainda tínhamos umas 4 horas antes do voo para Lisboa/Munique. Passamos pelo Parque da Cidade, pela Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios, Palácio da Alvorada, e encerramos o passeio para um almoço no restaurante MANGAI, próximo da Ponte JK, lago Paranoá. O restaurante é muito diferente e a cozinha fica ao fundo, toda envidraçada, onde se observa a preparação da comida, pães e saladas. A comida é a quilo, mas por uns 50 reais pode comer-se muito bem. Dica: a variedade de sucos é impressionante!


De volta ao aeroporto (nota negativa para o “free shopping”, que é fraquíssimo), embarcamos às 17h05 (TAP-A320) e chegamos em Lisboa às 06h20 (hora local: 4- no Brasil) para conexão à Munique. Mais de uma hora na fila para a alfândega, quase perdemos a conexão. Depois de uma viagem de quase 4 horas, chegamos ao aeroporto Munique (hora +5).




2º dia: Depois de toda a função de aeroportos, voos, alfândega, pegamos as bagagens e fomos de táxi direto para o Hotel Holiday Inn, localizado na Leopoldstrasse, 194, bairro Schwabing West. Fizemos o check in e resolvemos dar uma volta, para conhecer os arredores e encontrar algum restaurante para almoçar. Decidimos parar no Vanilla Lounge, um restaurante de esquina bem agradável, há quase mil metros do nosso hotel, em direção à região central de Munique, onde se encontra a famosa Marienplatz. Optei por um espaguete com camarões. À noite, fomos de táxi até a Marienplatz, demos uma volta rápida por lá, e jantamos no Hard Rock Café.



3º dia: Tivemos um pequeno problema, porque um dos integrantes do grupo precisou ir ao dentista. Dica para quem precisa ir ao dentista em Munique: Clínica Dentária na própria Leopoldstrasse, 230. O atendimento é muito eficiente!


Fomos de metrô para o museu da BMW e OLYMPIAZENTRUM, este último onde foram realizados os jogos olímpicos de Munique em 1972, mas que estava fechado. Pegamos o metrô na estação Münchner Freinheit, uns 10 minutos de caminhada do hotel, na própria Leopoldstrasse. Compra-se o bilhete para utilização de 3 horas por 2,50 euros (bilhete individual).


Depois retornamos pela estação da Marienplatz, e fizemos algumas compras, tomamos umas cervejas no restaurante AMARANO, ao lado da Starbucks, quase em frente ao HOFBRÄUHAUS, uma antiga cerveja que tem mais de 400 anos de existência. Após, retornamos ao hotel para aguardar o último integrante do grupo.




À noite, fomos jantar na HOFBRÄUHAUS, uma lugar realmente amplo, de dois andares, e com uma área externa com praticamente o mesmo número de mesas que há em seu interior, com uma bandinha alemã. As cervejas servidas em um caneco de 1 litro são um referencial. Experimentamos a famosa salsicha branca (wisswurst) e joelho de porco com batata, pratos típicos da região da Bavária. A batata é uma merda, mas o porco e a salsicha são muito bons! A animação do lugar, não tenham dúvida, é em decorrência do teor alcoólico dos frequentadores. Vale a pena conferir! Pretendo voltar lá.




Apenas uma informação: a salsicha é feita de carne de vitela picada e toucinho de porco fresco devidamente temperada com salsa, limão, cebola, gengibre e cardamomo, e introduzida em trips de porco limpas e frescas, separadas em salsichas individuais.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

MI BUENOS AIRES...






Para inaugurar o blog, nada melhor do que uma passadinha pelas terras portenhas. Minha última viagem começou numa sexta-feira (20/05/2011), com retorno (previsto) para segunda à tarde. O pacote (hotel + passagem aérea) foi comprado no site "decolar.com". Preço incrível: 700 dólares/casal. Por falar em valores, cada real vale 2,50 pesos argentinos.
Não apenas pelo atraso no voo, com chegada em Buenos Aires depois da meia-noite, mas também por um dia cansativo de trabalho, fomos dormir assim que chegamos ao hotel (Amerian Park Hotel ****). Cabe lembrar que o ideal é pegar um táxi credenciado no aeroporto, que sai um pouco mais caro, mas é mais seguro.
Aliás, o hotel é muito bom, apesar de ter lido resenhas afirmando que não merecia as quatro estrelas, principalmente em razão do café da manhã e das toalhas. Discordo! No dia seguinte, o café foi uma grata surpresa, e as toalhas eram de ótima qualidade. O único ponto negativo era o cheiro nos corredores, considerando que nos colocaram num andar para fumantes.
Dia ensolarado, fomos aos lugares tradicionais: Plaza de Mayo, onde se encontra a Catedral e a Casa Rosada (que estava em reforma), seguimos pela Av. de Mayo, com aquela parada estratégica no Café Tortoni.
Pegamos um táxi dali e fomos para o Bairro La Boca, com visita ao tradicional Caminito, e uma parada para descanso. Como já era quase 13h, decidimos parar um pouco para aproveitar ali o dia que estava sensacional. Almoçamos na Calle Magallanes, num restaurante bem simples (Restaurant Cafe De Caminito), mas honesto: comida boa, preço baixo. E, ainda, de lambuja, alguns dançarinos se apresentavam ao som de um casal violeiro. Programa muito bom!
Saímos dali e fomos para a Recoleta. Cemitério, onde está o túmulo de Evita Perón (família Duarte), e uma passada pela feirinha que acontece nos finais de semana próximo ao Buenos Aires Design.
À noite, fomos jantar no Restaurante La Parolaccia, junto ao Puerto Madero. Fantástico! Mas atenção: existem 4 restaurantes com o mesmo nome. Nós fomos no Del Mare, cuja especialidade é óbvia: frutos do mar. Existem mais uns três ao longo do porto (Trattoria, La Bistecca e La Parolaccia, simplesmente). No jantar, pedimos dois pratos: espaguete com frutos do mar e uma lagosta incrível, coberta com caviar vermelho, acompanhada de ostras e uma espécie de pasta de espinafre. Antes, porém, pães e boquerone ao azeite (uma espécie de peixe, semelhante à anchova, mas um pouco melhor). De sobremesa, coppa la parolaccia (tulipa de côco, sorvete de creme, merengue, amareto, musse de chocolate e amêndoas).
2º dia: O passeio começou pelo Bairro de San Telmo, na famosa Feira que leva o nome do bairro. O dia estava ótimo, até o início da tarde, quando a chuva resolveu aparecer. Depois de um passeio pela feira, antiguidades e outras tantas coisas pitorescas, decidimos descansar na cafeteria Havana. Pedimos dois cafés: um com a base de chocolate branco, e o outro um mix de doce de leite e café, e no topo uma crosta de chantilly com raspas de chocolate.
Como estava chovendo, a nossa visitação a outras partes da feira de San Telmo ficou prejudicada. Foi quando descobri o Mercado de San Telmo, também com muitas antiguidades, frutas, discos antigos, cartazes, brinquedos antigos, fumos, enfim, uma variedade de itens que vale a pena conhecer.
Essa feira tem saída para todos os lados, e numa delas fomos descobrir o Restaurante La Brigada. Imperdível!!! Todos os ambientes estão decorados com camisetas de times de futebol, faixas, fotografias, e, logo na entrada, um armário pequeno com miniaturas de troféus representativas dos campeões da Libertadores. A melhor pedida é o assado de tira, de preferência o especial, que demora um pouco pra ficar pronto, mas vale a pena a espera. Para acompanhar, o vinho argentino Malbec Saint Felice. Vale repetir, tudo é incrível, desde o ambiente, até a comida.
Pegamos um táxi e voltamos para o hotel. Aliás, a corrida de táxi, atualmente (MAIO/2011) parte de 5,80 pesos argentinos (bandeira 1). À noite, fomos a um show (Tango Madero), que apresenta um show bom, mas que impressiona quando as cortinas laterais são erguidas e os dançarinos dançam com a vista do Porto às costas. Vale por isso, nem tanto pelo show! De todos que já vi até agora, El Viejo Almacén ainda é o melhor, em termos de tradição portenha.
No 3º dia, só tínhamos a manhã livre. Saímos do hotel, e caminhamos por uns 30 minutos até o Pátio Bulrich, próximo ao Hotel Alvear. Dos shoppings, é o meu preferido, só que, como diz o ditado, "tudo que é bom, custa caro!" Voltamos pela Corrientes, em direção às Galerias Pacífico, mas como teríamos que estar no aeroporto às 14h, o passeio por esse shopping ficou para uma outra vez.
Chegamos no aeroporto cedo, e nos avisaram que o voo iria atrasar bastante! Diante disso, despachamos as malas, voltamos para a Recoleta, e aproveitamos para passear mais um pouco: faculdade de Direito, bem ao lado da flor gigante, que fica na Praça das Nações Unidas, Buenos Aires Design, onde paramos para uma espécie de almoço, e jantar no Hard Rock Cafe, enfim, ficamos por lá umas 02 horas. De volta ao aeroporto, mais confusão e atrasos, e já dentro do avião, voo cancelado. Conseguimos voltar só no dia seguinte. Aerolineas Argentinas, nunca mais!
Hasta luego!!!